cor – 35mm – 21mn
Realização, argumento, diálogos, fotografia e montagem – Manoel de Oliveira
Produção – Tóbis Potuguesa
Som – Fernando Jorge, Manuel Freitas e Domingos Carneiro (assistente)
Intérpretes – João de Almeida, António Santos, Albino Freitas e Manuel de Sá
Rodagem – 1959-60
Primeira apresentação pública – 20 de Janeiro de 1964/ S. Luís, Lisboa
———-
Fontes
«A faceta violenta, buñueliana, de Oliveira encontra em A Caça a sua materialização mais explícita. É um filme estranho onde um argumento linear serve de matriz à encenação de várias situações de violência, num crescendo irracional e temível. As casas senhoriais e as portas térreas, os cães e os caçadores, o pântano e a discórdia e esse coto estendido e os uivos/gritos (‘a mão!, a mão!’). Porquê? Porquê a amizade entre os dois rapazes é tecida no confronto? Porquê a placidez dos campos e do rio é tão marcadamente ameaçadora? Porquê esse comboio é miragem e alheamento? Porquê esse povo é tão atónito, tão dividido, tão inapto em algo que não seja a fútil dissenção?
A Caça não é o mais fechado de Oliveira (permite até a leitura redutiva do apelo à solidariedade humana); mas é, seguramente, aquele que mais longe levou a obsessão da morte e do aniquilamento que povoa o seu cinema. É, seguramente, a mais forte cristalização artística do ‘desespero português’ dos naos 60»
Jorge Leitão Ramos (1989). Dicionário do Cinema Português 1962-1988. Lisboa: Caminho: 69.

o tal grito “a mão, a mão!”…eu soube como tudo se passou, o “rapazinho girinho” era o meu avô paterno…
Por: Míriam de Sá Ferreira em Novembro 12, 2008
às 12:03 am
[...] – fui à cinemateca e, antecedendo um filme de que não me lembro mas era o meu objectivo, passaram A Caça. fiquei atónito com a violência mental que me foi imposta. a velocidade, os planos, o motivo, o [...]
Por: o Manel Azeitona, como se fosse cá da terra « teoria da desilusão em Dezembro 8, 2008
às 1:07 pm