Publicado por: paulomfcunha | Novembro 20, 2009

Brandos costumes (1975)

Depoimento do realizador e excerto de Brandos costumes, de Alberto Seixas Santos, prod. CPC – Centro Português de Cinema, 1975.

Excerto do documentário Novo Cinema Cinema Novo, da série História do Cinema Português, 1998, prod. Acetato Filmes.

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 18, 2009

Lançamento: “Aspectos do Cinema Português”

Também no dia 27, será lançado o livro Aspectos do Cinema Português, uma obra organizada por Jorge Cruz, Leandro Mendonça, Paulo Filipe Monteiro e André Queiróz. Edições LCV – Laboratório de Cinema e Vídeo, Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“O livro Aspectos do cinema português reúne importantes pesquisadores do cinema português. A obra pretende discorrer acerca de diversos realizadores portugueses, várias obras da filmografia portuguesa e também diferentes momentos históricos do cinema português. Distante do modelo de um livro temático, a organização privilegia textos que discorrem sobre o cinema português de diferentes aspectos e com distintas abordagens, transformando a obra numa peça de estudo obrigatória para os que pretendem compreender melhor o cinema português.”

“Os textos que o leitor ora tem em mãos versam acerca de alguns aspectos diversificados do cinema português, mas, nem por isso, menos relevantes e rigorosos. Trata-se como tal de notícia alvissareira, à fortuna crítica cinematográfica, entre nós. Isso porque há grande lacuna nos estudos cinematográficos realizados no Brasil tendo Portugal como fonte de pesquisa. A despeito de nossa óbvia proximidade histórica e sóciocultural com o mundo luso, somos como que apartados, em larga medida, do que se faz na terra de nossos outrora colonizadores. Evidentemente, a literatura sempre foi, e é, uma exceção, haja vista a recepção aos escritores lusófonos em nosso mercado editorial, em especial aos portugueses, como, por exemplo, o poeta maior Fernando Pessoa – presença marcante em nossos estudos literários e filosóficos – ou, mais recentemente, o ‘nobelizado’ José Saramago. E também, Lobo Antunes, ou mesmo, o moçambicano Mia Couto e o angolano Agualusa, para ficar apenas nestes. Por outro lado, o cinema português, talvez excetuando Manoel de Oliveira, não tenha, infelizmente, merecido a mesma recepção por parte do mercado de arte, da indústria cultural e da academia brasileira. Este livro vem para, senão corrigir, ao menos amenizar esse silêncio crítico. Melhor: escrito por professores e pesquisadores brasileiros, portugueses e um americano, temos em mãos um livro que se tornará por seu ineditismo e pioneirismo um marco editorial. Aqui, o leitor poderá desfrutar de cuidadosas interpretações da obra do citado Manoel de Oliveira, o grande decano do cinema português, o mais longevo dos cineastas em atividade e, quiçá, um dos mais importantes realizadores do cinema moderno. Mas, também, pode-se ler belas análises acerca das poéticas cinematográficas de João César Monteiro e de Pedro Costa, além de interfaces e intertextualidades entre literatura e cinema, dessa cultura e cinematografia tão amante das palavras, das palavras-imagens, que o cinema português contemporâneo se faz, como poucos, potência radical de criação de imagens e sentido.”

Jorge Vasconcellos
Filósofo, teórico de cinema, Professor da Universidade Gama Filho, Rio-Brasil.

Índice
- Oliveira Político, por Randal Johnson
- Sempre fere e é sempre ferro – O Non, de Manuel de Oliveira: uma fábula cinematográfica, por José Maurício Saldanha Alvarez
- Reafirmação da identidade e da cultura portuguesas em Manoel de Oliveira e José Saramago, por Luiza Alvim
- Da literatura ao filme: acerca do processo de adaptação em Manoel de Oliveira, por Jorge Cruz
- A poética do desejo na obra de João César Monteiro, por Leonor Areal
- João César Monteiro, personagem habitada, por Paula Soares
- Capitães de abril: quando se fez amor em Portugal, por Mário César Lugarinho
- Apontamentos para uma inflexão no por vir – sobre o cinema de Pedro Costa, por André Queiroz
- Inexportabilidade e resistência: uma aproximação entre o cinema português e o brasileiro, por Leandro Mendonça
- A política do espírito e o cinema português, por Michelle Sales

Dia 27 de Novembro, o MAM – Museu de Arte Moderna servirá de local para o lançamento do último livro da Coleção Cadernos do Ceis20, intitulado Verdes anos: o neo-realismo na gênese do novo cinema português, de Michelle Sales, publicação do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra – CEIS 20.
O evento insere-se na programação da III Mostra de Cinema Português, que decorre no MAM de 24 a 27 de Novembro.

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

III Mostra de Cinema Português no Rio de Janeiro

Já está online o blogue com toda a informação da III Mostra de Cinema Português organizada pelo Laboratório de Cinema e Vídeo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense, em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Toda a informação em http://3mcp.blogspot.com/

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Entrevista a Sérgio Alprende, 2009

“Em função do encontro dedicado à Nouvelle Vague Japonesa, publicamos agora uma entrevista exclusiva com Sérgio Alpendre, que editou a revista Paisà e atualmente é crítico de cinema da Contracampo. Ele promove, ao lado de Francis Vogner dos Reis e Luiz Carlos Oliveira Jr., o curso Panorama do Cinema Japonês e também escreve no blog chip-hazard.

Qual seriam as principais características da ruptura chamada de ‘Nouvelle Vague’ Japonesa? Essa ruptura é bem demarcada?

Revendo os filmes agora, não sei se dá para identificar uma ruptura. Talvez em alguns filmes, de alguns diretores. Oshima, Suzuki, aí sim existe uma ruptura. Mas Imamura, por exemplo, que é o melhor diretor dessa geração da Nuberu Bagu (apesar de não se identificar como parte do movimento), explora o enquadramento scope como Naruse explorava desde o final dos anos 50. Em alguns filmes mais radicais do Oshima, do Suzuki e do Yoshida temos, sim, uma certa ruptura, principalmente na segunda metade dos anos 60, quando os dois últimos começaram a brincar com o desenquadramento. Suzuki extrapolou com A Marca do Assassino. Yoshida chegou no limite com Purgatório Eroica. Aí podemos dizer que houve uma ruptura com o cinema clássico.

Ao que os cineastas do Japão assistiam? E o que guiava a intenção das produtoras de cinema japonesas na época?

Essa geração via muito cinema americano. Alguns mais intelectualizados, como o Yoshida, mergulhavam na Nouvelle Vague. Mas o cinema americano me parece ter um peso maior, como podemos ver nos filmes do Shinoda, do Imamura, mesmo do Oshima.

O que as produtoras queriam era um meio de concorrer com a televisão. Por isso investiram em diretores mais jovens, dando maior liberdade para eles. Tudo começou com a Shochiku, que permitiu as experiências de Oshima, Shinoda e Yoshida, o núcleo da Nuberu Bagu.

Existe uma sintonia formal e temática com os cinemas novos ocidentais?

Existe. Principalmente com o filme B americano e com a Nouvelle Vague.

O personagem feminino é elemento marcante no cinema japonês. Há alguma mudança na retratação do drama feminino a partir do cinema novo?

Há uma mudança principalmente nos filmes do Imamura, que era um grande admirador de Mizoguchi (percebe-se isso em seu cinema). Mas suas mulheres não aceitavam o sofrimento, como as de Mizoguchi. Elas revidavam, combatiam a brutalidade dos homens. Exemplo perfeito disso está em Todos Porcos.

Há alguma cineasta fundamental daquele período que não é considerado dessa ruptura? alguém que surgiu nos anos 60, mas não acabou englobado como nouvelle vague japonesa?

Tem o Kobayashi, que fez seus principais filmes nos anos 60. Tem também o Sugawa, que era sensacional. Fora eles, lembro, de cabeça, de Okamoto, Shindo, mas tem muitos mais…

O que tem o cinema de Teshigahara, Oshima, Imamura, Hani e Yoshida que o cinema de Ozu, Mizoguchi, Kurosawa, Naruse não tem? Há uma ruptura forte entre o cinema clássico japonês e o cinema moderno?

Não acredito que haja uma forte ruptura. Há um prosseguimento. Naruse já tinha mudado bastante seu cinema durante a década de 50, principalmente na adaptação ao formato scope. Pode haver uma adequação aos novos tempos. Mas Mizoguchi, principalmente, continuou a ter um peso muito forte para esse pessoal mesmo que eles não reconhecessem.

Qual a referência desses filmes para o cinema japonês (e oriental como um todo) contemporâneo?

Eu vejo muita influência da Nuberu Bagu nos filmes do Wong Kar-wai, por exemplo. Em alguns policiais de Hong Kong também.

Para temrinar, você poderia fazer um top 10, ou dizer os filmes essenciais ou seus favoritos da ‘Nuberu Bagu’?

Ampliando o termo, e incorporando cineastas que não se consideravam da Nuberu Bagu, chego à seguinte lista de favoritos pessoais:

1) Desejo Assassino, Shohei Imamura
2) A Mulher das Dunas, Hiroshi Teshigahara
3) Tóquio Violenta, Seijun Suzuki
4) Noite e Névoa no Japão, Nagisa Oshima
5) Todos Porcos, Shohei Imamura
6) Eros + Massacre, Yoshishige Yoshida
7) O Profundo Desejo dos Deuses, Shohei Imamura
8) Flor Seca, Masahiro Shinoda
9) Um Trato em Canção Japonesa Pornô, Nagisa Oshima
10) As Termas de Akitsu, Yoshishige Yoshida”

In http://cine-f.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-sergio-alpendre.html

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Filmografia selecionada | Nuberu Bagu

1960
Nagisa Oshima – Conto cruel da juventude / Juventude desenfreada (Seishun zankoku monogatari)
Nagisa Oshima – O túmulo do Sul (Taiyo no hakaba)
Nagisa Oshima – Noite e névoa no Japão (Nihon no yoru to kiri)
Masahiro Shinoda – Passagem única para o amor (Koi no katamichi kippu)
Masahiro Shinoda – Lago seco (Kawaita mizuumi)
Yoshishige Yoshida – O imprestável (Rokudenashi)
Susumu Hani – Garotos maus (Furyo shonen)
1961
Shohei Imamura – Todos porcos (Buta to gunkan)
Masahiro Shinoda – O meu rosto vermelho ao pôr-do-sol (Yuhi ni akai ore no kao)
1962
Yoshishige Yoshida – As termas de Akitsu / Um affair de Akitsu (Akitsu onsen)
Hiroshi Teshigahara – A Cilada (Otoshiana)
Masahiro Shinoda – Lágrimas sobre a juba do leão (Namida o shishi no tategami ni)
1963
Shohei Imamura – A mulher inseto (Nippon konchuki)
Seijun Suzuki – A juventude da besta (Yaju no seishun)
Susumi Hani – Ela e ele (Kanojo to kare)
1964
Shohei Imamura – Desejo assassino / Segredo de uma esposa (Akai satsui)
Hiroshi Teshigahara – A mulher das dunas / Mulher de areia (Suna no onna)
Masahiro Shinoda – A flor seca (Kawaita hana)
Masahiro Shinoda – O assassinato (Ansatsu)
1965
Seijun Suzuki – História de uma prostituta (Shunpu den)
Seijun Suzuki – A vida de um tatuado (Irezumi ichidai)
Masahiro Shinoda – Com beleza e pesar (Utsukushisa to kanashimi to)
1966
Seijun Suzuki – Tóquio violenta / O vadio de Tóquio (Tokyo nagaremono)
Seijun Suzuki – A elegia da luta (Kenka erejii)
Shohei Imamura – Os Pornógrafos (Erogotoshi-tachi yori: Jinruigaku nyûmon)
Hiroshi Teshigahara – O rosto de um outro / A visão do outro (Tanin no kao)
1967
Seijun Suzuki – A marca do assassino (Koroshi no rakiun)
Nagisa Oshima – Um trato em canção japonesa pornô (Nihon shunka-kô)
1968
Shohei Imamura – O profundo desejo dos deuses (Kamigami no Fukaki Yokubo)
Nagisa Oshima – Morte por enforcamento (Koshikei)
Nagisa Oshima – Diário de um ladrão shinjuku (Shinjuku dorobo nikki)
Susumi Hani – Nanani – O inferno do primeiro amor (Hatsukoi – jigoku hen)
1969
Nagisa Oshima – O Menino (Shonen)
Yoshishige Yoshida – Eros plus Massacre (Erosu purasu Gyakusatsu)
Masahiro Shinoda – Duplo suicídio em Amijima (Shinjû: Ten no amijima)

In http://cine-f.blogspot.com/2009/10/filmografia-selecionada-nuberu-bagu.html

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Filmografia selecionada | Czech New Wave

1963
Vojtěch Jasný – Až přijde kocour (Cassandra Cat / Um dia, um gato)
Věra Chytilová – O něčem jiném (Something different / Alguma coisa de outro)
Jaromil Jireš – Krik (The Cry / O Choro)
1964
Miloš Forman – Černý Petr (Black Peter / Pedro, o negro)
Jan Němec – Démanty noci (Diamonds of the night / Diamantes da noite)
Evald Schorm – Kazdy den odvahu (Courage for every day / Coragem de todo dia)
1965
Miloš Forman – Lásky jedné plavovlásky (Loves of a blonde / Os amores de uma loira)
Ivan Passer – Intimní osvětleni (Intimate lightning / Iluminação íntima)
Ján Kadár & Elmar Klos – Obchod na korze (A shop on the high street / A pequena loja da rua principal)
1966
Věra Chytilová – Sedmikrásky (Daisies / As pequenas margaridas)
Evald Schorm – Návrat ztraceného syna (Return of the prodigal son / O retorno do filho pródigo)
Chytilová, Schorm, Menzel, Jireš & Němec – Perličky na dně (Pearls of the deep / Pérolas das profundezas)
Jan Němec – O slavnosti a hostech (The party and the guests / A festa e os convidados)
Jiří Menzel – Ostre sledované vlaky (Closely observed trains / Trens estreitamente vigiados)
1967
Jan Němec – Mučedníci lásky (Martyrs of love / Mártires do amor)
Miloš Forman – Hoří, má panenko (The firemen’s ball / O baile dos bombeiros)
František Vláčil – Marketa Lazarová
1968
Jiří Menzel – Rozmarné léto (Capricious summer / Um verão caprichado)
1969
Jiří Menzel – Skrivánci na niti (Skylarks on a string / Andorinhas por um fio)
Jaromil Jireš – Žert (The Joke / A Piada)
Věra Chytilová – Ovoce stromů rajských jíme (Fruits of Paradise / Fruto do Paraíso)
Vojtěch Jasný – Všichni dobří rodáci (All my good countrymen / Todos bons cidadãos)
Juraj Herz – Spalovač mrtvol (The Cremator / O Cremador)
1970
Jaromil Jireš – Valerie a týden divů (Valerie and her week of wonders / Valerie e sua semana de deslumbramentos)
Karel Kachiňa – Ucho (The Ear / A Orelha)

In http://cine-f.blogspot.com/2009/10/filmografia-selecionada-czech-new-wave.html

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Filmografia selecionada | Free Cinema/British New Wave

1955
Karel Reisz & Tony Richardson – Momma don’t allow
Lindsay Anderson – Every day except Christmas
1957
Claude Goretta & Alain Tanner – Nice Time
1958
Karel Reisz – We are the Lambeth boys
1959
Tony Richardson – Look back in anger
Jack Clayton – Room at the top
Lindsay Anderson & Karel Reisz – March to Aldermaston
1960
Karel Reisz – Saturday night and Sunday morning
Tony Richardson – The Entertainer
1961
Tony Richardson – Sanctuary
Tony Richardson – A Taste of honey
1962
Tony Richardson – The loneliness of the long distance runner
John Schlesinger – A Kind of loving
1963
Lindsay Anderson – This Sporting life
Tony Richardson – Tom Jones (As aventuras de Tom Jones)
John Schlesinger – Billy Liar
1964
Karel Reisz – Night must fall
Richard Lester – A Hard Day’s Night
1965
Richard Lester – The knack …and how to get it
Richard Lester – Help!
1966
Karel Reisz – Morgan: A suitable case for treatment
1967
Richard Lester – How I won the War
1968
Lindsay Anderson – If….
Karel Reisz – Isadora
1969
Ken Russel – Women in love
1970
Nicolas Roeg & Donald Cammell – Performance

In http://cine-f.blogspot.com/2009/10/filmografia-selecionada-free.html

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Filmografia selecionada | Cinema Novo

1955
Nelson Pereira dos Santos – Rio 40 graus
1957
Nelson Pereira dos Santos – Rio Zona Norte
1960
Paulo César Saraceni e Mário Carneiro – Arraial do Cabo
Linduarte Noronha e Rucker Vieira – Aruanda
1962
Cinco vezes Favela (1962) – Couro de gato (de Joaquim Pedro de Andrade), Escola de Samba Alegria de Viver (de Carlos Diegues), Pedreira de São Diogo (de Leon Hirszman), Um favelado (de Marcos Farias) e Zé da Cachorra (de Miguel Borges).
Joaquim Pedro de Andrade – Garrincha, alegria do povo
Glauber Rocha – Barravento
Paulo César Saraceni – Porto das Caixas
Ruy Guerra – Os cafajestes
1963
Carlos Diegues – Ganga Zumba, rei de Palmares
Nelson Pereira dos Santos – Vidas secas
1964
Glauber Rocha – Deus e o diabo na terra do sol
Ruy Guerra – Os fuzis
1965
Joaquim Pedro de Andrade – O padre e a moça
Paulo César Saraceni – O desafio
Leon Hirszman – A falecida
Walter Lima Jr. – Menino de engenho
1966
Carlos Diegues – A grande cidade
Arnaldo Jabor – A opinião pública
1967
Glauber Rocha – Terra em transe
Leon Hirszman – Garota de Ipanema
1968
Nelson Pereira dos Santos – Fome de amor
Walter Lima Jr. – Brasil ano 2000
1969
Glauber Rocha – O dragão da maldade contra o santo guerreiro
Joaquim Pedro de Andrade – Macunaíma
1970
Carlos Diegues – Os herdeiros
1971
Leon Hirszman – São Bernardo

In http://cine-f.blogspot.com/2009/09/filmografia-selecionada-cinema-novo.html

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 17, 2009

Filmografia selecionada | Nouvelle Vague

1954
Agnès Varda – La pointe-courte
1958
Claude Chabrol – Nas garras do vício (Le beau Serge)
1959
François Truffaut – Os incompreendidos (Les quatre cents coups)
Alain Resnais – Hiroshima meu amor (Hiroshima mon amour)
Éric Rohmer – O signo do Leão (Le signe du lion)
Claude Chabrol – Os primos (Les cousins)
Claude Chabrol – Quem matou Leda? (À double tour)
1960
Jean-Luc Godard – Acossado (À bout de souffle)
Jacques Rivette – Paris nos pertence (Paris nous appartient)
Claude Chabrol – Mulheres fáceis/Entre amigas (Les bonnes femmes)
François Truffaut – Atirem no pianista (Tirez sur le pianiste)
1961
Alain Resnais – O ano passado em Marienbad (L’année dernière à Marienbad)
Jacques Demy – Lola
Jean-Luc Godard – Uma mulher é uma mulher (Une femme est une femme)
1962
Agnès Varda – Cleo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7)
Jean-Luc Godard – Viver a vida (Vivre sa vie: Film en douze tableaux)
François Truffaut – Jules e Jim – Uma mulher para dois (Jules et Jim)
1963
Jean-Luc Godard – O desprezo (Le mépris)
Éric Rohmer – A carreira de Suzanne (La carrière de Suzanne)
Alain Resnais – Muriel (Muriel ou Le temps d’un retour)
1964
Jacques Demy – Os guarda-chuvas do amor (Les parapluies de Cherbourg)
Jean-Luc Godard – Uma mulher casada (Une femme mariée: Suite de fragments d’un film tourné en 1964)

In http://cine-f.blogspot.com/2009/08/filmografia-selecionada-nouvelle-vague.html

Do amigo Wiliam recebi a seguinte notícia:

“sexta-feira, 13 de novembro de 2009, às 17h32
Aos 101 anos de idade, com mais de 50 filmes realizados, o português Manoel de Oliveira estará na UFMG no próximo dia 26 de novembro, para receber o título de Doutor Honoris Causa e fazer conferência como parte do ciclo Sentimentos do Mundo.
A partir das 17h, no auditório da Reitoria (campus Pampulha), Mnoel de Oliveira vai participar de mesa-redonda com o tema Palavra, imagem, utopia, ao lado do professor da UFMG César Guimarães; de Mateus Araújo, doutor pela UFMG e pela Sorbonne e professor de cinema na França, e do professor da Universidade de Roma Tor Vergata, na Itália, Aniello Avella. Em seguida, o diretor português receberá o título e iniciará a conferência Reflexões sobre a condição humana.
Admirador do cineasta dinamarquês Carl Dreyer (1889-1968) e de Glauber Rocha, que considera “inesquecível, o mais brasileiro dos realizadores”, Manoel de Oliveira já lançou um filme este ano – Singularidades de uma rapariga loura, baseado no conto homônimo de Eça de Queiroz – e já prepara nova produção. Pouco conhecido do grande público no Brasil, Manoel de Oliveira é muito respeitado em países como a Itália, a França e a Espanha. A singularidade estética de suas obras faz do cineasta um dos mais originais representantes de um cinema autoral, que tem na literatura importante fonte de inspiração.
Manoel de Oliveira recebeu inpúmeros prêmios, como o Leão de Ouro nos festivais de Veneza de 1985 e 2004 e a Palma de Ouro em Cannes em 2008. Vinte de seus títulos (15 longas-metragens e cinco curtas) foram realizados a partir dos anos 1980. Aniki Bobó (1942), Acto da primavera (1963), Amor de perdição (1979), Palavra e utopia (2000) e Um filme falado (2003) são alguns de seus principais filmes.
Sentimentos do Mundo
Em 2007, ao celebrar seus 80 anos de existência, a UFMG iniciou o Ciclo de Conferências Sentimentos do Mundo, que recebeu artistas, intelectuais e pesquisadores de renome internacional, e de várias áreas do conhecimento, como a cantora Maria Bethânia, o cineasta David Lynch, o multiartista Arnaldo Antunes, a ambientalista Danielle Mitterrand e o escritor Boaventura de Sousa Santos.
(Com Assessoria de Imprensa da UFMG)”

In http://www.ufmg.br/online/arquivos/013790.shtml

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 16, 2009

O pão (1959)

Excerto de O pão, de Manoel de Oliveira, 1959.

“Homenageado no Fantasporto, Fernando Lopes continua a experimentar o cinema. Por estes dias, filma a evolução de um quadro à medida que o pintor o constrói e sonha com um musical sobre a Lisboa dos anos 50, à maneira de Demy

Autores – Fizeste 50 anos de profissão – se considerarmos que começaste com a RTP, em 1957 -, ou 47, como realizador, se pensarmos que o teu primeiro filme é a curta-metragem “As Pedras e o Tempo” (1961). Muito tempo e muitos filmes. O que é que achas que deixas feito em todas estas décadas a inventar imagens e sons?

Fernando Lopes – Pergunta complicada, estás a pedir-me o balanço quase contabilístico de uma vida. E uma vida a fazer filmes, não é feita só de filmes, é tudo o que se passa à volta deles, politicamente, sentimentalmente – e isso, como diria o Zé Povinho, dava um romance, ou dava um filme. E esse filme, não quero fazer. Mas, vê, quando chego no princípio dos anos 60, vindo de Londres, o cinema que se fazia em Portugal, o cinema dos anos 40 e 50 estava a morrer quer industrial, quer esteticamente. Sobretudo esteticamente – não existia. Com a minha chegada e de outras pessoas, do Paulo Rocha, do António da Cunha Telles, do Alfredo Tropa e com a criação de um pequeno curso que foi organizado pelo Telles e que deu azo a que aparecessem o Acácio de Almeida, o Fernando Matos Silva, a Teresa Olga, o Elso Roque, começámos a ter hipótese de ter equipas completamente novas e, portanto, a ter imagens completamente novas das que se faziam até então…

A – Tu, todavia, ainda começas a trabalhar com gente da geração anterior, “As Pedras e o Tempo” tem fotografia do Aquilino Mendes…

FL – Sim – e tenho até uma história muito divertida com o Aquilino, que era o maior director de fotografia daquela época, chamavam-lhe “o mestre”… Todos os planos de Évora n’ “As Pedras e o Tempo” foram feitos duas vezes: da maneira que eu queria – seca – e da maneira que ele achava bem e que era sempre com um raminho em primeiro plano. Quando o filme teve a primeira cópia, ele era director da Tobis, fomos para a sala deprojecção e ele ficou muito impressionado com o que viu. E disse-me: “Podias-me ter dito que isto era assim que eu tinha-te feito outra fotografia”. Ele percebeu a história dos raminhos que, no fundo, era toda uma diferença que a nossa geração trazia. Mais tarde, quando fiz o “Belarmino”, tive outra história interessante, com o Perdigão Queiroga – que era um belíssimo operador de câmara e com quem eu convivia muito. Ele foi ver o filme – já com fotografia do Augusto Cabrita – e disse: “Tem imagens do caraças, mas não é um filme”. Para ele, para todos eles que não acompanhavam nada do que se estava a fazer internacionalmente, aquilo não era cinema. Para eles, cinema era a comédia ou adaptações de romances portugueses e não aceitavam o encontro com a realidade que era a nossa maneira de olhar o cinema nos anos 60 – e de que o “Belarmino” e “Os Verdes Anos” são, provavelmente, dois dos melhores exemplos.

Noção de solidariedade

A – A tua geração mudou, então, tudo…

FL – Ah, mudámos… E sobretudo havia uma relação muito intensa entre nós. Tínhamos um produtor, o António da Cunha Telles. Muito lhe será perdoado por causa disso, ele produziu o Cinema Novo e com dinheiro dele, é bom lembrar. Quando começámos era o Paulo Rocha, eu, o António de Macedo, o José Fonseca e Costa, que só não fez um filme nessa época porque foi preso – ainda me lembro do argumento de “Lembrança do Inverno”, muitíssimo bonito. Mas ele foi preso, aliás, na noite da estreia d’ “Os Verdes Anos” fomos até ao Aljube, onde estava, gritámos cá de baixo e ele ainda foi à janela da cela.

A – Era, de facto, uma geração solidária…

FL – Era. E olhando agora, em 2008, para a nova geração de cineastas que está aí e tendo eu muitas relações com ela, eu acho que o que lhe falta é essa noção de solidariedade, de relação humana e estética. Porque o cinema não é apenas uma questão estética, é também uma questão de ética… E isso não é muito fácil que eles aceitem na nova geração. Primeiro que tudo, querem saber quanto é que vão ganhar no filme. Ora isso, para nós todos, não era problema. No fundo vivíamos numa espécie de comunidade, mesmo no Vává, jantávamos em casa uns dos outros, cozinhávamos uns para os outros. Eu sou particularmente central nessa matéria porque a minha mãe era cozinheira, eu vivia perto do Vává e todas as noites tinha gente a jantar em minha casa. O César Monteiro, por exemplo, aparecia frequentemente ali perto, em casa do Vasco Pulido Valente, que estava casado com a Maria Cabral, e perguntava "O que é que há hoje para jantar?". Quando lhe diziam, respondia quase sempre, "Vou ao Lopes". Deixa-me dizer-te que o César e a minha mãe, por muito estranho que possa parecer, tinham uma relação extraordinária, ela gostava imenso dele e muito do que ele sabia cozinhar aprendeu com ela…

A – Permite-me um flashback para esclarecer uma coisa que no teu percurso biográfico nunca percebi muito bem: como é que uma pessoa como tu que começou por trabalhar como paquete num escritório chega ao cinema que era um meio fechadíssimo?

FL – Era de facto um meio muito difícil.
Mas eu conto-te a história. Eu era paquete num grande escritório na Praça D. João da Câmara, com o Teatro Nacional, o Gambrinus ali ao lado, o Castanheira que era uma pastelaria que já não existe… Fazia recados, ia buscar coisas para os senhores, ia aos correios que eram na rua da Palma, tratar das encomendas e fazia contabilidade, porque eu andava a estudar à noite. Fiz o CursoComercial na Escola Ferreira Borges, onde tive grandes professores, entre os quais o David Mourão-Ferreira que me deu um grande impulso. Era professor de Português e achou que eu tinha algum jeito para escrever.

A – Que idade tens nessa altura?

FL – 12, 13 anos…

A – Eras um miúdo…

FL – Era. Era um miúdo e estava no centro do centro de Lisboa – onde havia o Éden, o Condes, o Palladium, o Politeama, o Odeon, com os filmes mexicanos, os filmes em 31 partes no Coliseu, e depois, um bocadinho, mais acima, aos fins-de-semana, ia ver os filmes musicais ao São Luiz.

A – Estamos a falar no pós-guerra, 47/48, ainda sem os grandes palácios do cinema que vieram depois, como o Monumental, o S. Jorge ou o Império…

FL – Sim… E esses filmes que eu via – dos 12, 13 anos até aos 16, 17 – eram uma forma que eu tinha de viver um sonho. Foi aí que eu quis fazer cinema. Um dia, estávamos a chegar a 1957, vi um anúncio no "Diário de Notícias" abrindo um concurso para dactilógrafos. Já tinha o Curso Comercial, com excelentes notas a Dactilografia e a Inglês. Acabei por entrar para a televisão como dactilógrafo. E era tão bom a dactilografia que o Manuel Figueira, que era o Director de Informação, escolheu-me logo para chefe dos dactilógrafos – porque eu sabia escrever bem a palavra "Washington". Escrevia tão depressa que acabava cedo e pedia-lhe para me deixar ir ver o Baptista Rosa montar as reportagens do telejornal. E foi aí que comecei.
No cinema pela via da montagem

A – Chegas ao cinema por via da televisão…

FL – Por via da montagem… Lembro-me perfeitamente que um dia o Baptista Rosa me autorizou montar – era a reportagem de um circuito da Volta a Portugal em Bi” (texto incompleto na fonte).

In http://www.spautores.pt/revista.aspx?idContent=1103&idCat=301

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 15, 2009

Filmes Esquecidos (1975-88)

O ABC Cineclube de Lisboa apresenta o ciclo “Filmes Esquecidos”, que decorre até 18 de Novembro no auditório da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa.

Filmes já exibidos:
4 de Novembro, A Moura Encantada de Manuel Costa e Silva, 1984.
6 de Novembro, Ma femme chamada Bicho de José Álvaro de Morais, 1978.
13 de Novembro, Continuar a viver ou os Índios da Meia Praia de António da Cunha Telles, 1976.

Próximas exibições:
18 de Novembro, Histórias Selvagens de António Campos, 1978.
20 de Novembro, Maria de João Mário Grilo, 1979.
25 de Novembro, Acto dos Feitos da Guiné de Fernando Matos Silva, 1980.
27 de Novembro, Gestos e Fragmentos de Alberto Seixas Santos, 1982.
2 de Dezembro, Azul Azul de Sá Caetano, 1982.
4 de Dezembro, O Movimento das Coisas de Manuela Serra, 1985.
11 de Dezembro, Uma Rapariga no Verão de Vitor Gonçalves, 1986.
16 de Dezembro, Transparências em Prata de João Brehm, 1988.
18 de Dezembro, Uma Pedra no Bolso de Joaquim Pinto, 1988.

Programa completo em http://cineclube.paginas.sapo.pt/Flyer_filmesEsquecidos.pdf

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 15, 2009

O pintor e a cidade (1956)

Sequência inicial de O pintor e a cidade, de Manoel de Oliveira, 1956.

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 12, 2009

Novo Cinema Português no Rio de Janeiro

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 12, 2009

III Mostra de Cinema Português no Rio Janeiro

mostra cinema portugues

(clicar na imagem para ampliar)

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 12, 2009

As palavras e os fios (1962)

Excerto da curta As palavras e os fios, de Fernando Lopes, 1962.

Incluído na edição em DVD do filme Belarmino.

Mais informações em http://ncinport.wordpress.com/

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 11, 2009

As pedras e o tempo (1961)

Excerto da curta As pedras e o tempo, de Fernando Lopes, prod. SNI-Secretariado Nacional de Informação, 1961.

Incluído na edição em DVD do filme Uma abelha na chuva.

Publicado por: paulomfcunha | Novembro 10, 2009

Estreia parisiense de O cerco, 1969

Excerto da reportagem da RTP sobre a estreia de ‘O Cerco’, de António da Cunha Telles, em Paris.

Excerto do filme ‘Notas urbanas’, incluído nos extras da edição em DVD de ‘O Cerco’.

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